Olá pessoal!

O potássio é um elemento muito utilizado pelas plantas.


Observe na Tabela 1, abaixo  a quantidade de potássio extraído e exportado pelas culturas.

Note a cultura do arroz, da cana de açúcar e do milheto, o potássio é o elemento mais exigido.


Já em relação a cultura da soja e do milho, o potássio está em segundo lugar e só perde para o Nitrogênio.


Tabela 1 – Extração e exportação de nutrientes pelas culturas.

Custo do cloreto de potássio.


Nos dias de hoje, o custo da tonelada do cloreto de potássio com 60% K2O custa R$ 1000,00.

Então o custo por kg de K2O é:


1000,00/600 = 1,66 reais por kg de K2O.


Sua análise de solo, mostra um teor baixo ou médio de potássio?


Se a resposta for sim. 

Atenção no que eu vou falar, e velocidade pra colocar em prática. Então vamos lá.


Leia esta pesquisa, em que mostrou uma variedade de milheto com uma produção de 11 ton/ ha de matéria seca, que conseguiu reciclar 436 Kg/ ha de K2O, o que equivale a 726 kg/ ha de Cloreto de Potássio. 


Lembrando, que a reciclagem é a transformação da forma orgânica para a inorgânica que fica disponível para a planta.  


É muito potássio!

E quanto tempo demora, para essa reciclagem do potássio pelo milheto ficar disponível para a planta?

Nessa pesquisa conduzida por (TORRES; PEREIRA, 2008), mostrou que o milheto conseguiu acumular um total de 218,90 de K kg/ ha.


E a liberação do K após a colheita ocorreu da seguinte forma.

Aos 42 dias após a colheita, foi liberado 112,51 kg, aos 98 dias após a colheita, foi liberado 100,91 kg, aos 154 dias após a colheita, foi liberado 76,92 kg, aos 210 dias após a colheita, foi liberado 70,92 kg.


Observem que a maior parte do K liberado de  pelo milheto ocorreu aos 42 dias após a colheita.

Economizando tempo no plantio da soja, em razão, de utilizar o milheto na adubação verde.


Pesquisa conduzida por (FOLONI et al., 2012), mostrou que em doses entre 60 a 90 Kg/ ha de K2O,  podem ser totalmente antecipadas na semeadura do milheto ou podem ser parceladas no milheto e na soja, sem prejuízos na produtividade da soja.


Dependo do seu maquinário e logística, é possível realizar a antecipação total ou parcial do potássio na área.

O resultado é uma otimização do tempo na época do plantio da soja. Além disso, esta pesquisa mostrou que o K trocável do solo foi significativamente alterado em razão da adubação potássica na sucessão milheto-soja.

Houve respostas expressivas até na camada de 40-60 cm, sem comprometer a nutrição e produtividade da soja.


Essa estratégia para manejo do potássio é muito interessante, já que, permite uma distribuição do potássio na subsuperfície.

Sabemos que um perfil do solo fértil é o diferencial na produtividade, ainda mais em anos com períodos de veranicos.


Por que eu disse isso?

O potássio é um elemento muito móvel no solo, sua perda por lixiviação é acelerada, se o solo tem as seguintes condições: textura arenosa, baixo teor de matéria orgânica e CTC potencial baixa.

Já falamos da importância, e o que fazer para aumentar o teor de matéria orgânica e da CTC total do solo.


Produtores que adotam um manejo que prioriza o aumento do teor de matéria orgânica e de CTC total tem um custo de produção menor, produzem mais, em especial em anos de veranicos.


E você, utiliza alguma estratégia para economizar com a adubação potássica?


Deixe o seu comentário.


Até a próxima!

Referências


CRUZ, M. C. P. Fertilidade do Solo. Curso de Pós- graduação em Agronomia (Ciência do solo). 2019. Notas de Aula. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Câmpus de Jaboticabal/ UNESP.


EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Cultivo do Milheto. Disponível em: https://www.spo.cnptia .embrapa.br/conteudo?p_p_id=con teudopor tlet_WAR_ sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p _lifecycle=0&p_ p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_ p_col_count=1&p_r_p_-76293187_sistemaProducaoId=8101&p_r_p_-996514994_topicoId=9021
FOLONI, J.S.S. et al. Adubação Potássica na Sucessão Milheto-soja e Formas do Potássio no Solo na Palha e na Lavoura. VI Congresso Brasileiro de Soja, Cuiabá-MT. 2012.


TORRES, J. L. R.; PEREIRA, M. G. Dinâmica do potássio nos resíduos vegetais de plantas de cobertura no Cerrado. Rev. Bras. Ciênc. Solo,Viçosa,v.32,n.4,p.1609-1618,2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?s cript=sci _arttext&pid=S0100-0683200 8000400025