Olá pessoal! 


Nessa série Tipos de solos, vamos abordar alguns dos 13 tipos de solos que temos no Brasil de acordo com a classificação de primeiro nível segundo (EMBRAPA, 2018). 


O objetivo aqui é mostrar, para vocês, de forma simples e objetiva, as características de cada solo. 


E dessa forma, vocês poderão fazer um uso do solo mais conservacionista, econômico e produtivo ao implantar alguma cultura agrícola.


O Latossolo é o solo mais comum no Brasil. Provavelmente, você já pisou em um Latossolo. E ocupa perto de 39% da área total do país em todas as regiões.

Você sabia que a definição de Latossolo é pelo fato de ter o horizonte B latossólico?


Mas o que é horizonte B latossólico?


Vou citar algumas características para ser um horizonte B latossólico como exemplo deve apresentar espessura mínima de 50 cm, textura francoarenosa ou mais fina e baixos teores de silte.


E também, apresenta diferenciação pouco nítida entre os seus sub-horizontes, com transição de maneira geral difusa, assim fica difícil de separar a divisa do horizonte B com os outros horizontes.

Em relação a capacidade de troca de cátions no horizonte B latossólico deve ser menor que 17 cmolc kg-1 de argila, sem correção para carbono. 


Ou seja, um solo em que a sua capacidade de troca de cátions relativa à fração argila é baixa, pois é menor que 27 cmolc kg-1 de argila.


As características de baixa CTC e baixa fertilidade se deve ao fato do Latossolo ser muito intemperizado, e seus constituintes minerais resultam na maior concentração relativa de argilo-minerais do tipo 1:1 (caulinita) e de óxidos e hidróxidos de ferro e de alumínio.


 A textura do Latossolo pode variar entre média (15% a 35% de argila), argilosa (35% a 60% de argila) ou muito argilosa (maior que 60% de argila).


Essa variação de textura ocorre pela origem da rocha matriz, ou seja, se a matriz for uma rocha de arenito a tendência é de originar um solo de textura média e se for um solo mais argiloso a rocha matriz provavelmente deve ser um basalto.

Conforme a Tabela 1, podemos observar que, na coluna grupo de resistência a erosão observe a classificação alto e depois na coluna permeabilidade observe a classificação moderada/ rápida e na coluna grandes grupos de solos note que as abreviações LE, LV e outros Ls estão se referindo aos Latossolos.

Qual a conclusão que podemos tirar da Tabela 1?


Que os Latossolos são altamente resistentes a erosão, porque tem a permeabilidade classificada de moderada a rápida. Explicando melhor, o Latossolo tem uma drenagem eficiente evitando o acúmulo de água.

São solos muito profundos e profundos, mas o que são solos muito profundos e profundos?


Solos muito profundos são aqueles que tem mais de 200 cm de profundidade e solos profundos tem entre 100 cm a 200 cm de profundidade, sem entrar em contato com os fragmentos de rocha ou com a rocha sã. 


Sendo ideal para o cultivo de todas culturas, inclusive aquelas com sistema radicular profundo pois não existe o impedimento físico para expansão das raízes. Em geral muito pobres, ocupando as superfícies mais velhas e estáveis da paisagem. Observe a figura abaixo, os Latossolos geralmente se localizam na parte mais alta do relevo.

Existem vários tipos de Latossolos, que se diferenciam, dentre vários outros atributos, um dos atributos é a sua cor. 


Em relação a fertilidade natural, podemos classificar em eutrófico, ou seja, quando a saturação de base é maior que 50%. 


Ou em distrófico, com saturação de bases menor que 50%.


É comum encontrar Latossolo distrófico, então você sempre vai ter que fazer a correção da fertilidade com o calcário. 


O resultado será o aumento das bases, no caso, o cálcio (Ca) e magnésio (Mg).


Normalmente o Latossolo ocorre em relevo plano e suavemente ondulado.


Mas o que é mesmo um relevo plano e suavemente ondulado?

A definição de relevo plano de acordo com a classificação da EMBRAPA é aquele que tem até 3% de declividade e relevo suavemente ondulado que tem de 3% a 8% de declividade. Ou seja, muito bom para a mecanização agrícola.  

Espero que vocês possam aplicar esse conhecimento na prática ao fazer o uso do solo.

Abraços!

Os Argissolos são solos o constituídos por material mineral e apresentam horizonte B textural.O Argissolo é o segundo solo mais comum no Brasil. E ocupa perto de 24% da área total do país em todas as regiões.

Mas você sabe o que é horizonte B textural, presente no Argissolo?

É um horizonte subsuperficial com textura franco arenosa ou mais fina,  em que houve incremento de argila. Ou seja a argila que estava no horizonte A desceu para o horizonte B. 


É muito comum as pessoas acharem que estão em um solo arenoso, mas na verdade estão em um solo em que a superfície é arenosa e a subsuperficie é argilosa, conhecido como horizonte B textural.

Por isso, os argissolos podem apresentar deficiência de drenagem interna em razão do acúmulo de argila em profundidade.

Quais as cores que um argissolo pode ter?

As cores são: vermelho, amarelo acinzentado,  bruno acinzentado, vermelho amarelo.


A maior parte das pessoas pensam que é Argissolo só tem na cor amarela. Como podemos ver, isso não é verdade, existem vários tipos de cores para classe Argissolo.


Em relação a fertilidade natural, são classificados como de baixa a média. Ou seja, tem a saturação de bases menor que 50% e menor que 70% respectivamente. Lembrando que as bases são Ca, Mg e K. 


Outro termo muito utilizado  para classificar os Argissolos são: distróficos ou alumínicos. Mas o que significa cada uma essas variáveis?


Bom quando diz que é distrófico significa que saturação de bases menor que 50%. Um horizonte alumínico significa que a saturação por alumínio do solo é alta, ou seja maior ou igual a 50%, sendo que o alumínio é um elemento tóxico para as raízes.


Em uma análise de solo, as médias os teores de Ca e Mg estarão baixo e consequentemente a saturação por bases menor que 50% e o Alumínio alto.


Em relação ao teor de argila no horizonte A, como exemplo o teor é de 165 gramas por quilo de solo e no horizonte B é de 443 gramas por quilo de solo, ou seja, tem 2,68 vezes mais argila no horizonte B do que no horizonte A. Esse horizonte B é o que chamamos de B textural.


São solos profundos, mas o que são solos profundos?

Solos são aqueles que entre 100 cm a 200 cm de profundidade, sem entrar em contato com os fragmentos de rocha ou com a rocha sã. Sendo ideal para o cultivo de todas culturas, inclusive aquelas com sistema radicular profundo pois não existe o impedimento físico para expansão das raízes.

Geralmente os Argissolos ocorrem em relevo suave ondulado ou ondulado.

Mas o que é mesmo um relevo plano e suavemente ondulado? A definição de relevo suavemente ondulado de acordo com a classificação da EMBRAPA é aquele que tem até 3% a 8% de declividade e relevo ondulado que tem de 8% a 20% de declividade. Ou seja, uma área mecanizável, já que a maior parte dos tratores conseguem trabalhar com declividade de até 18%.

Pelo fato da sua camada superficial ser mais arenosa, os argissolos são mais suscetíveis à erosão.


Para finalizar, veja na figura abaixo a posição de um Argissolo no relevo comparado com outras classes de solos.

Figura 1. Relação relevo e tipos de solos.  Fonte: O autor.


O Argissolo tem um tremendo potencial produtivo. Basta fazer o manejo correto,conforme vimos, de acordo com as suas características.


Olá pessoal!

Hoje, na primeira parte do artigo, vou mostrar o grau de solubilidade de acordo com as fontes de fosfato utilizadas no Brasil.

Para um planejamento eficiente da adubação na cultura agrícola, você deve saber as opções de adubo disponíveis no mercado. Dessa forma, você terá vantagem na escolha correta do adubo utilizado.

 É importante, para o profissional, saber as diversas opções disponíveis no mercado de acordo com a eficiência agronômica. Acredite, você pode economizar com a adubação, por meio da alteração da fonte utilizada na lavoura.

É claro, somente um profissional capacitado, consegue analisar a fonte mais adequada para a cultura implantada na área. Esse profissional capacitado deve levar em consideração alguns detalhes.

Entre os detalhes a ser considerado temos: o tipo de solo, a fertilidade do solo, o tipo de cultura agrícola e o principal, a eficiência agronômica do fertilizante. São esses pequenos detalhes, que fazem a diferença na escolha da fonte de adubo fosfatado, bem como para os outros nutrientes.

Grau de solubilidade dos fertilizantes fosfatados.

A primeira variável considerada é a solubilidade do fertilizante fosfatado. A solubilidade é variável de acordo com o extrator:  solubilidade em água, solubilidade em citrato neutro de amônio e em ácido cítrico.

Quando você escolher a fonte de adubo fosfatada, você não deve esquecer da solubilidade dessa fonte. A principal variável, a solubilidade, é essencial para escolha correta da fonte de adubo. Abaixo, fiz um resumo das principais fontes e suas respectivas solubilidades.

O primeiro grupo, composto por superfosfato simples e triplo, o MAP, DAP e alguns fertilizantes que contem no mesmo grânulo N, P, K.

Tem como característica, uma de solubilidade do total em fósforo maior de 90% solúvel em água. O resultado dessa alta solubilidade em água, é a dissolução rápida no solo e a absorção eficiente pela planta.

No segundo grupo, temos as rochas fosfatadas nacionais. Em que, o fosfato foi parcialmente acidulado. A solubilidade desse grupo é 45% do fósforo total em citrato neutro de amônio mais água. Assim, o segundo grupo é caracterizado por média solubilidade em água e em citrato neutro de amônio.

O terceiro grupo, de fertilizantes fosfatados estão o termofosfato e fosfato bicálcio. A característica de solubilidade desse grupo consiste em ser insolúvel em água, e com 90% de solubilidade em citrato neutro de amônio e ácido cítrico. Assim, o terceiro grupo é caracterizado por ser insolúvel em água e altamente solúvel em citrato neutro de amônio e ácido cítrico.

O quarto grupo, de fertilizantes fosfatados estão os fosfatos naturais de alta reatividade, por exemplo: o Gafsa, Carolina do Norte, Daoui e Arad. A característica de solubilidade desse grupo é insolúvel em água, e com 32% de solubilidade em ácido cítrico. Assim, o quarto grupo é caracterizado por ser insolúvel em água e com média solubilidade em ácido cítrico.

E o último grupo, de fertilizantes fosfatados estão os fosfatos naturais do Brasil, por exemplo: o fosfato de Catalão, o de Araxá, o de Patos de Minas. A característica de solubilidade desse grupo é a insolubilidade em água e em ácido cítrico.

Eficiência agronômica dos fertilizantes fosfatados.

A eficiência agronômica do fertilizante fosfatados, consiste em fornecer o fósforo para a planta, a fim de aumentar a produtividade por unidade de fósforo aplicado. Isto é, a relação entre quilo de fósforo aplicado, de uma determinada fonte de fertilizante, e quilos da produção.

Você sabe o que define a eficiência agronômica dos fertilizantes fosfatados?

A eficiência agronômica dos fertilizantes é definida pela solubilidade em: água, solubilidade em citrato neutro de amônio e em ácido cítrico.

Quando você conhece a solubilidade do fertilizante, automaticamente você sabe a sua eficiência agronômica, simples assim.

De acordo com o tópico anterior, sobre solubilidade, você viu que podemos classificar as fontes de fertilizantes de acordo com os seis grupos. Na sequência dos grupos a classificação do mais solúvel e consequentemente o mais eficiente agronomicamente:

Grupo 1- superfosfato simples e triplo, o MAP, DAP e alguns fertilizantes que contêm no mesmo grânulo N, P, K;

Grupo 2- rochas fosfatadas nacionais parcialmente acidulado;

Grupo 3- termofosfato e fosfato bicálcio;

Grupo 4- fosfatos naturais de alta reatividade, Gafsa, Carolina do Norte, Daoui e Arad;

Grupo 5- fosfatos naturais do Brasil, fosfato de Catalão, Araxá, Patos de Minas.

Nesse artigo, como você pode ver, a solubilidade e a eficiência agronômica de um fertilizante são essenciais para reduzir custo e aumentar a produtividade da lavoura.

A minha sugestão é para levar em consideração a solubilidade e a eficiência agronômica ao comprar um fertilizante.

Você profissional, consultor das ciências agrária, nas propriedades rurais que prestam consultoria.

Tem levado em consideração, a eficiência agronômica, na hora de comprar o fertilizante?

Deixe sua resposta nos comentários.

Referências

CRUZ, M. C. P. Fertilidade do Solo. Curso de Pós- graduação em Agronomia (Ciência do solo). 2019. Notas de Aula. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Campus de Jaboticabal/ UNESP. Disponível em: https://www.fcav .unesp.br/

RAIJ, B. V. Fertilidade do solo e Manejo de Nutrientes. Piracicaba: International Plant Nutrition Institute, 2011. 420p. Disponível em: http://brasil.ipni.net/ipniweb/region/bras il.nsf/0/40A703B979D0330383257FA80066C007/$FILE/Manual%20Internacional%20de%20Fertilidade%20do%20Solo.pdf

RIBEIRO, A. C., GUIMARÃES, P. T. G., ALVAREZ, V. H. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 5ª aproximação. Viçosa, MG: Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999. 359p.

Olá pessoal!

Existem diferentes tipos de calcário agrícola disponível no mercado. Mas em muitos casos, o produtor costuma comprar o calcário mais barato. Isto é o calcário agrícola com produção mais perto da propriedade, já que o frete tem um peso alto no custo do calcário.

No momento da compra não é levado em consideração a qualidade do calcário agrícola, no caso as variáveis: poder de neutralização (PN) e o poder relativo de neutralização total (PRNT).

Não é o objetivo desse artigo, mas por falar em PRNT do calcário, o PRNT mostra o percentual do total de calcário em que irá reagir em 3 meses após a aplicação no solo.

Já o PN do calcário agrícola, mostra o percentual do total de calcário o qual deverá reagir, após os três meses de aplicação do calcário no solo.

Exemplo prático de qual calcário utilizar.

Vou te mostrar um exemplo prático. Preste atenção. Imagine que você comprou dois tipos de calcário agrícola. O calcário 1 tem PRNT de 80% e PN de 100%, e o calcário 2 tem PRNT de 80% e PN de 80%.

O calcário 1 terá efeito residual de 20%, ou seja, os 20% do PN deverá reagir após os três meses da aplicação.

O calcário 2, no entanto, não terá efeito residual após três meses da aplicação. Em razão do PN ser igual ao PRNT, no caso 80%.

Agora você já sabe, enquanto técnico da área, o conceito de PN e PRNT de um calcário agrícola na prática. Além disso, sabe também, a importância de considerar o PN e PRNT para a escolha do calcário, com o objetivo de reduzir a quantidade de calcário e reduzir custos.

No entanto, analisar somente o PN e PRNT de vários calcários agrícolas, e tomar a decisão de compra, não basta.

Você, profissional diferenciado no mercado, deve estar atento para outra variável a ser utilizada na hora da compra do calcário.

Você sabe, qual é essa variável?

A variável é o tipo de calcário agrícola, isto é, a concentração de magnésio que tem no calcário. De acordo com a concentração de magnésio no calcário, tem disponível três tipos de calcário no mercado.

Tipos de calcários

Temos três tipos de calcário agrícolas no mercado, a saber: o calcítico com teor de magnésio menor que 5%, o magnesiano com teor de magnésio entre 5 e 12%, o dolomítico com teor de magnésio maior que 12%.

Qual o calcário mais caro?

Geralmente é o dolomítico, em razão do maior teor de magnésio em sua composição. Por outro lado, o calcário calcítico é mais barato.

Porém, para saber de fato o custo do calcário agrícola na propriedade, você deverá considerar nos cálculos o PN, PRNT e o frete.

Dessa forma, o custo total do calcário posto na propriedade estará correto.

Em qual situação devo utilizar o calcário dolomítico?

Quando os teores de cálcio e magnésio são baixos, os mesmos podem ser elevados com a utilização de calcário dolomítico o qual tem em sua composição mais de 12% de magnésio.

Em qual situação devo utilizar o calcário calcítico?

Quando o objetivo for somente de corrigir a acidez do solo, o calcário calcítico pode ser utilizado (EMBRAPA, 2015).

Nesse artigo, como você pode ver, na hora de escolher o calcário, além de avaliar o PN e PRNT. Também, é necessário analisar a concentração de magnésio do calcário.

O resultado será um posicionamento correto do calcário de acordo com a verdadeira necessidade da área.

Você profissional, consultor das ciências agrária, nas propriedades rurais que prestam consultoria.

Tem levado em consideração, a concentração de magnésio do calcário na hora de fazer a calagem?

Deixe sua resposta nos comentários.

Referências

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Documentos 206. Guia prático para a interpretação de resultados de análise de solo, 2015. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1042994/1/Doc206.pdf

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Documentos 37. Características de corretivos agrícolas, 2004. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/61985/1/Doc37ACP2004.pdf

Os cambissolos estão por todo o território nacional, ocupando cerca de 2,5% da área do país que tem o horizonte B incipiente.

Quais as classes do 2º nível categórico (subordens) que um cambissolos pode ter?

As subordens são: cambissolos  hísticos, cambissolos húmicos, cambissolos  flúvicos, cambissolos háplicos.


Os cambissolos hísticos são solos com horizonte O hístico sem atender aos critérios de espessura para Organossolos. Os solos cambissolos húmicos com horizonte A húmico.

Os cambissolos flúvicos são solos com caráter flúvico dentro de 150 cm a partir da sua superfície. Os cambissolos háplicos são outros solos que não se enquadram nas classes anteriores.

Em relação a fertilidade natural, são classificados como de baixa a alta. Ou seja, tem a saturação de bases menor que 50% e maior que 70% respectivamente. Lembrando que as bases são Ca, Mg e K. 

Outro termo muito utilizado para classificar os cambissolos são: distróficos ou eutróficos. Mas o que significa cada uma essas variáveis?

Bom, quando diz que é distrófico significa que saturação por bases é menor que 50%. E um horizonte eutrófico significa que a saturação por bases do solo é alta, ou seja maior ou igual a 50%.

Em uma análise química, analisando as médias os teores de Ca e Mg provavelmente estarão altos e consequentemente a saturação por bases maior que 50% e o Alumínio também estará alto, isso ocorre devido ao material de origem.


Outro atributo que se destaca é a CTC, que a tendência é ser alta, tanto os níveis de CTC, no horizonte A quanto no horizonte B estarão acima de 10 cmolc. dm-3.

O que vai determinar a alta fertilidade ou baixa nos cambissolos é a matriz geológica, ou seja, o tipo de rocha que formou esse solo. Conforme vimos no artigo sobre Quais características que as rochas transferem para os solos.


São solos normalmente rasos ou pouco profundos, mas o que significa isso?

Solos são aqueles que entre 25 cm a 50 cm de profundidade, sem entrar em contato com os fragmentos de rocha ou com a rocha sã. Assim, tendo fortes limitações para o uso agrícola relacionadas à mecanização.

Outro fator a ser considerado é a restrição de drenagem principalmente em razão da presença de minerais de argila expansíveis (argilas 2:1), quando classificado como eutrófico.

Geralmente os cambissolos ocorrem em relevo plano, ondulado e montanhoso.

Mas o que é mesmo um relevo plano fora da influência do lençol freático (baixadas), ondulado e montanhoso?

A definição de relevo plano de acordo com a classificação da EMBRAPA é aquele que tem até 3% de declividade, o relevo ondulado que tem entre 8% a 20% de declividade e o relevo montanhoso é aquele que tem entre 45 % a  75% de declividade. Ou seja, área mecanizável com até 20% de declividade e para o relevo montanhoso apenas são trabalháveis com tração animal.

Pelo fato do Cambissolo estar localizado em áreas com relevo ondulado e montanhoso e associado a um solo com textura média são mais suscetíveis à erosão.

Figura 1. Relação relevo e tipos de solos.  Fonte: O autor.


Grande abraço a todos.

Olá pessoal!

Se te perguntarem qual o critério que pode ser utilizado para determinar a qualidade de um solo, você pode afirmar com toda a certeza a matéria orgânica. 


A matéria orgânica não é essencial para a planta e sim para o solo. 

Matéria Orgânica = Qualidade do solo

Com o aumento do teor de matéria orgânica praticamente todas as variáveis do solo serão alterados, com exceção da textura.


Considere o produtor rural que faz o manejo de suas atividades agrícolas priorizando o aumento da matéria orgânica no solo.


Consequentemente terá uma maior poupança  de CTC, pH, nutrientes, além da melhoria dos fatores biológicos e físicos.


O pessoal não para pensar, que o solo com maior teor de matéria orgânica significa produtor mais capitalizado e com maior poupança de (M.O) e outros nutrientes.


Estes nutrientes devem ser utilizados principalmente em tempos de alto custo de produção e preço baixo pago nos produtos agrícolas.

Além de fazer as Boas Práticas Agrícolas (BPA) e conservar a água e o solo. 

Como faço para determinar o teor de matéria orgânica de um solo?

É realizado por meio da determinação do carbono, pois sabemos que a composição de matéria orgânica é composta por 58% de carbono.


Importante destacar que para determinar corretamente o teor de matéria orgânica do solo deve-se levar em consideração o teor de argila.

Pois em um solo arenoso, um teor considerado bom será menor do que um solo argiloso.
Por exemplo, em um solo arenoso com teor de (M.O) maior que 1,5% é considerado alto.

Já em um solo argiloso, podemos considerar um alto de (M.O) quando for maior que 4,5% de acordo com Sousa e Lobato (2004).


A textura do solo influencia muito no teor de (M.O), por isso não podemos generalizar o teor de (M.O) sem considerar a textura do solo. 

Você, que presta consultoria ou é produtor rural. 

Atenção no que eu vou falar e velocidade pra colocar em prática. Então vamos lá.

Como aumentar o teor de matéria orgânica no solo?

Uma pesquisa mostrou que a pastagem bem manejada e adubada, é a melhor cultura para aumentar o teor de carbono no solo. 

Ou seja, aumentar a matéria orgânica no solo (Alves et al., 2008).

O que chama a atenção nesta pesquisa é que a pastagem aumentou o teor de matéria orgânica no solo mais do que em uma área com floresta nativa. 


Lembrando que a pastagem deve ser bem manejada.

Isto é, adubada, o solo não pode estar compactado, sem a presença de áreas descobertas e sem a presença de plantas invasoras.

Outro ponto a ser destacado é que toda vez o que aumenta o teor de matéria orgânica do solo, irá aumentar a  capacidade de troca catiônica (CTC)  e também o teor de nitrogênio e enxofre.


Como você pode ver, o aumento no teor de (M.O) do solo deve ser prioridade em um sistema de manejo agrícola, por todos os benefícios que a (M.O)  proporciona. 


Em anos difíceis para o produtor rural, o produtor que vem fazendo a sua poupança de (M.O) ao longo dos anos, pois não aumenta teor de (M.O) da noite do dia, estará mais tranquilo.


Dessa forma, a (M.O) irá proporcionar o aumento dos nutrientes do solo que podem ser usado em tempos difíceis.

Logo, o resultado será um custo de produção mais baixo se comparado com um produtor que não adota um manejo de aumento do teor de (M.O) no solo ao longo dos anos.


Vamos trabalhar para aumentar o teor de (M.O) no solo!


Bom pessoal, diante dessas informações. Fica a pergunta.


Você profissional, consultor das ciências agrárias.


Nas propriedades rurais que vocês prestam consultoria. 

Tem adotado um manejo para o aumento da matéria orgânica?

Deixe sua resposta nos comentários.


Até a próxima!


Referências


ALVES, B.; URQUIAGA, S.; JANTALIA, C.P.; BODDEY, R.M. Dinâmica do carbono em solos sob pastagens. In: Fundamentos da matéria orgânica do solo: ecossistemas tropicais & subtropicais. Porto Alegre. p.561-569, 2008. 

GOUVEIA, R.G.L. O que fazer para aumentar a capacidade de troca catiônica de um solo (CTC) a Ph 7, por meio do manejo do solo? Rogerio Gouveia. Disponível em: https://www.rogeriogouveia.com/2020/04/o-que-fazer-aumentar-capacidade-de-troca-cationica.html


GOUVEIA, R.G.L. O que fazer para economizar com adubação nitrogenada? Rogerio Gouveia. Disponível em: https://www.rogeriogouveia.com/2020/12/economizar-adubacao-nitrogenio.html
SOUSA, D. M. G., LOBATO, E. Cerrado: correção do solo e adubação. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2004. 416p.

Olá pessoal!

Isso mesmo, no Brasil, antes da década de 70, isto é, no período da revolução verde. Nas áreas de agricultura, ocorria o plantio de várias espécies de plantas, principalmente em áreas de subsistência.

Por meio da rotação de cultura o produtor segui o ditado “não colocar o todos os ovos na mesma cesta”, no sentido de não depender economicamente da venda do mesmo produto.

O tempo passou, e hoje, a agricultura comercial, na maior parte das áreas cultivadas não consegue fazer a rotação de culturas, em razão da monocultura praticada.

Juntamente o cultivo da monocultura, alguns problemas apareceram para o agricultor, entre os problemas temos: o empobrecimento da fertilidade do solo, problemas com a parte física do solo, resistência de plantas daninhas a herbicidas e resistência de pragas a defensivos agrícolas.

Para mitigar esses problemas, uma tecnologia disponível é a implantação da rotação de cultura na propriedade.

Quais espécies são utilizadas na rotação de cultura?

Entre as espécies cultivadas temos a aveia, o milheto, várias espécies de pastagens, o tremoço, o girassol.

A escolha da espécie depende, do tipo de solo, do clima, do nível tecnológico do produtor.

As vantagens da implantação da rotação de cultura.

O primeiro impacto proporcionado pela rotação de cultura é a redução da resistência das ervas daninhas e pragas contra os defensivos agrícolas.

Todo ano, observo nos talhões, a presença de doenças ou insetos que não foram efetivamente controlados pelos defensivos agrícolas.

Você já sabe, a resistência seletiva contra produto químico por parte das doenças/ insetos e plantas daninhas, em razão da aplicação do mesmo produto químico todos os anos.

Uma forma efetiva de diminuir essa resistência de pragas contra a ação de produtos químicos é a adoção da rotação de culturas na propriedade.

As desvantagens da implantação da rotação de cultura são:

Maior trabalho para conduzir diferentes tipos de espécies ao mesmo tempo na área.

Quando plantar espécies sem valor comercial, o produtor não recebe uma renda financeira com a cultura, esse fato desestimula o produtor a adotar a rotação de cultura.

Dependendo da espécie escolhida, é necessária uma maior quantidade de maquinário e também um maior aporte de capital por parte do produtor.

Ou seja, rotação de cultura não fica barato para o produtor.

Em relação ao solo, a rotação de cultura proporciona algumas vantagens:

Aumento do teor de matéria orgânica;

Aumento da CTC total;

Aumento da disponibilidade de nutrientes;

Diminuição da compactação e densidade do solo;

Aumento da disponibilidade de água;

Diminuição dos custos com adubação.

 Em outros post, já abordei sobre matéria orgânica nos seguintes artigos.

 Teor de matéria orgânica significa qualidade do solo.

 O que fazer paraaumentar a capacidade de troca catiônica (CTC) total de um solo, por meio domanejo do solo?

Quais as plantas cultivadas para adubação verde, são mais eficientes no aumento de matéria orgânica no solo?

Você profissional, consultor das ciências agrária, nas propriedades rurais que prestam consultoria.

Tem adotado o embaciamento ou o projeto barraginha, para evitar o escorrimento superficial do solo e ao mesmo tempo aumentar a disponibilidade de água no período seco?

Deixe sua resposta nos comentários.

Referências

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Rotação de cultura. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/CNPSO-2009-09/27612/1/circtec45.pdf

GOUVEIA, R.G.L. Teor de matéria orgânica significa qualidade do solo. Rogerio Gouveia. Disponível em: https://www.rogeriogouveia.com/2020/03/materia-organica-qualidade-do-solo.html

GOUVEIA, R.G.L. O que fazer para aumentar a capacidade de troca catiônica de um solo (CTC) total, por meio do manejo do solo? Rogerio Gouveia. Disponível em: https://www.rogeriogouveia.com/2020/04/o-que-fazer-aumentar-capacidade-de-troca-cationica.html

GOUVEIA, R.G.L. Quais as plantas cultivadas para adubação verde, são mais eficientes no aumento de matéria orgânica no solo? Rogerio Gouveia. Disponível em:https://www.rogeriogouveia.com/2020/04/quais-as-plantas-cultivadas-aumento-materia-organica-solo.html

 

Olá pessoal!

O potássio é um elemento muito utilizado pelas plantas.


Observe na Tabela 1, abaixo  a quantidade de potássio extraído e exportado pelas culturas.

Note a cultura do arroz, da cana de açúcar e do milheto, o potássio é o elemento mais exigido.


Já em relação a cultura da soja e do milho, o potássio está em segundo lugar e só perde para o Nitrogênio.


Tabela 1 – Extração e exportação de nutrientes pelas culturas.

Custo do cloreto de potássio.


Nos dias de hoje, o custo da tonelada do cloreto de potássio com 60% K2O custa R$ 1000,00.

Então o custo por kg de K2O é:


1000,00/600 = 1,66 reais por kg de K2O.


Sua análise de solo, mostra um teor baixo ou médio de potássio?


Se a resposta for sim. 

Atenção no que eu vou falar, e velocidade pra colocar em prática. Então vamos lá.


Leia esta pesquisa, em que mostrou uma variedade de milheto com uma produção de 11 ton/ ha de matéria seca, que conseguiu reciclar 436 Kg/ ha de K2O, o que equivale a 726 kg/ ha de Cloreto de Potássio. 


Lembrando, que a reciclagem é a transformação da forma orgânica para a inorgânica que fica disponível para a planta.  


É muito potássio!

E quanto tempo demora, para essa reciclagem do potássio pelo milheto ficar disponível para a planta?

Nessa pesquisa conduzida por (TORRES; PEREIRA, 2008), mostrou que o milheto conseguiu acumular um total de 218,90 de K kg/ ha.


E a liberação do K após a colheita ocorreu da seguinte forma.

Aos 42 dias após a colheita, foi liberado 112,51 kg, aos 98 dias após a colheita, foi liberado 100,91 kg, aos 154 dias após a colheita, foi liberado 76,92 kg, aos 210 dias após a colheita, foi liberado 70,92 kg.


Observem que a maior parte do K liberado de  pelo milheto ocorreu aos 42 dias após a colheita.

Economizando tempo no plantio da soja, em razão, de utilizar o milheto na adubação verde.


Pesquisa conduzida por (FOLONI et al., 2012), mostrou que em doses entre 60 a 90 Kg/ ha de K2O,  podem ser totalmente antecipadas na semeadura do milheto ou podem ser parceladas no milheto e na soja, sem prejuízos na produtividade da soja.


Dependo do seu maquinário e logística, é possível realizar a antecipação total ou parcial do potássio na área.

O resultado é uma otimização do tempo na época do plantio da soja. Além disso, esta pesquisa mostrou que o K trocável do solo foi significativamente alterado em razão da adubação potássica na sucessão milheto-soja.

Houve respostas expressivas até na camada de 40-60 cm, sem comprometer a nutrição e produtividade da soja.


Essa estratégia para manejo do potássio é muito interessante, já que, permite uma distribuição do potássio na subsuperfície.

Sabemos que um perfil do solo fértil é o diferencial na produtividade, ainda mais em anos com períodos de veranicos.


Por que eu disse isso?

O potássio é um elemento muito móvel no solo, sua perda por lixiviação é acelerada, se o solo tem as seguintes condições: textura arenosa, baixo teor de matéria orgânica e CTC potencial baixa.

Já falamos da importância, e o que fazer para aumentar o teor de matéria orgânica e da CTC total do solo.


Produtores que adotam um manejo que prioriza o aumento do teor de matéria orgânica e de CTC total tem um custo de produção menor, produzem mais, em especial em anos de veranicos.


E você, utiliza alguma estratégia para economizar com a adubação potássica?


Deixe o seu comentário.


Até a próxima!

Referências


CRUZ, M. C. P. Fertilidade do Solo. Curso de Pós- graduação em Agronomia (Ciência do solo). 2019. Notas de Aula. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Câmpus de Jaboticabal/ UNESP.


EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Cultivo do Milheto. Disponível em: https://www.spo.cnptia .embrapa.br/conteudo?p_p_id=con teudopor tlet_WAR_ sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p _lifecycle=0&p_ p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_ p_col_count=1&p_r_p_-76293187_sistemaProducaoId=8101&p_r_p_-996514994_topicoId=9021
FOLONI, J.S.S. et al. Adubação Potássica na Sucessão Milheto-soja e Formas do Potássio no Solo na Palha e na Lavoura. VI Congresso Brasileiro de Soja, Cuiabá-MT. 2012.


TORRES, J. L. R.; PEREIRA, M. G. Dinâmica do potássio nos resíduos vegetais de plantas de cobertura no Cerrado. Rev. Bras. Ciênc. Solo,Viçosa,v.32,n.4,p.1609-1618,2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?s cript=sci _arttext&pid=S0100-0683200 8000400025

Olá pessoal!


Antes de responder a pergunta. Vamos entender o conceito de Ponto de Carga Zero (PCZ).


Nos solos de clima temperado, presente na Europa e EUA, as cargas negativas do solo são constante devido a presença de argila 2:1 como a montmorilonita, vermiculita e ilita por exemplo.


Isto ocorre, pelo fato de ter um déficit de carga, em razão da substituição isomórfica na estrutura cristalina.


No Brasil, as carga elétrica no solo são variáveis. Os responsáveis por esta variação de carga elétrica do solo no Brasil, são os óxidos. A caulinita e o húmus do solo gerar am cargas negativas, de acordo o pH do solo. 


O Ponto de Carga Zero (PCZ) ou Ponto de Efeito Salino Nulo (PESN) é a medida do pH, em que a quantidade de carga positiva e negativa são iguais.


O PCZ modifica de acordo com a profundidade do solo. Portanto, quando o pH do solo for superior ao PCZ, o solo estará carregado negativamente, resultando na capacidade de troca catiônica CTC. 


Por outro lado, se o pH for menor que o PCZ, o solo terá carga positiva e apresentará capacidade de troca aniônica CTA.


Observe a Tabela 1, abaixo.

Observe o mineral de argila, no caso a caulinita na Tabela 1. Muito comum sua  presença nos solos brasileiros, note que o PCZ é 3,5.


O pH abaixo de 3,5 a carga gerada pela Caulinita será positiva. Quando elevamos o pH do solo por meio da calagem, ou seja, para atingir o ph entre 5,7 a 6,5.


O resultado será a formação de cargas elétricas negativas no solo, conhecida como CTC, demonstrada na análise de solo.


Uma das razões para fazer a calagem no Brasil, além de fornecer Ca, Mg e neutralizar o Al tóxico, é também, mudar a carga positiva para negativa. Em razão, da alteração do pH da caulinita e do húmus no solo.

Qual a vantagem de mudar o ponto de carga zero (PCZ) dos colóides do solo?


Agora, que entendemos todo o conceito. A vantagem de mudar o ponto de carga zero PCZ dos colóides do solo é ter carga negativa neste solo.


Ou seja, iremos aumentar a CTC do solo, para saber mais de CTC, clique aqui.


E o resultado será um solo mais fértil, fornecendo mais nutrientes às plantas, reduzindo custo de produção e aumento o lucro do produtor.


Quer saber mais sobre  ponto de carga zero (PCZ), leia esse artigo do Professor Raij. Clique aqui.

Bom pessoal, diante dessas informações. Fica a pergunta.


Você profissional, consultor das ciências agrárias. Nas propriedades rurais que vocês prestam consultoria. 


Você está mudando o PCZ dos colóides do solo?


Deixe sua resposta nos comentários.

Até a próxima!

Referências


CRUZ, M. C. P. Fertilidade do Solo. Curso de Pós- graduação em Agronomia (Ciência do solo). 2019. Notas de Aula. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Câmpus de Jaboticabal/ UNESP.


GOUVEIA, R.G.L. O que fazer para aumentar a capacidade de troca catiônica de um solo (CTC) total, por meio do manejo do solo?Rogerio Gouveia. Disponível em: https://www.rogeriogouveia.com/2020/04/o-que-fazer-aumentar-capacidade-de-troca-cationica.html


RAIJ, B. VAN. Determinação do Ponto de Carga Zero em solos. Bragantia, v.32, p.337-347, 1973.

Olá pessoal!

Nas conversas do cotidiano, ao falar sobre fertilidade do solo é muito comum os técnicos e estudantes falarem sobre CTC.

E só fica em CTC, não fala de forma mais específica se é sobre a CTC a pH 7, conhecida como CTC total/ potencial ou CTC efetiva.

E você, sabe a diferença entre CTC a Ph 7 ou Total e CTC efetiva?

Hoje, vamos lembrar da diferenças entre CTC a Ph 7 e CTC efetiva.

Muito estudantes e profissionais costumam esquecer que a CTC é dividida em duas fórmulas e conceitos.
A CTC potencial é um valor calculado a partir dos valores individuais dos cátions.

Na verdade, é um valor que representa a quantidade máxima de cargas negativas do solo e que poderiam permitir a troca por cátions.

É bom lembrar que a CTC potencial, não aumenta com a adição de calcário agrícola ou gesso agrícola.  

A CTC potencial não é o elemento mineral em si. E sim, a carga que ocupa nos colóides do solo.

Mas o que aumenta a CTC a ph 7ou total dos solos no Brasil?

A única forma de aumentar a CTC potencial dos solos no Brasil é aumentando o teor de matéria orgânica, ou seja, o húmus do solo.

Esse aumento do húmus é possível via manejo das culturas em uma área.

Nos artigos anteriores, vimos que o aumento do húmus é possível em uma propriedade agrícola, clique aqui.

Acontece que maioria das vezes, o produtor não faz um manejo em sua propriedade para aumentar a matéria orgânica do solo.

E o que ocorre é a diminuição, e na melhor das hipóteses a estabilidade do teor de matéria orgânica ao longo dos anos.

E em artigo anteriores, já comentamos que alto teor de matéria orgânica significa alta qualidade do solo.

Alta qualidade do solo significa um solo fértil, com ótimas características físicas e redução de custos com fertilizantes para o plantio de cultivos.

Ou seja, lucro no bolso do produtor. É para isso, que nós trabalhamos.
A fórmula da CTC potencial é:
CTC = Ca + Mg + K + (H+Al) não trocável

A CTC efetiva é obtida da soma dos cátions que efetivamente podem ser trocados no complexo de cargas.

A CTC efetiva é o que tem de mineral disponível no solo para a planta.


Eu vou te dar um orientação simples e direta. Todo mundo que usa o que eu vou te apresentar, percebe imediatamente os resultados na próxima safra.
Preparado?
Em uma análise de solo, se a CTC efetiva estiver muito baixa. Todo adubo aplicado neste solo será lixiviado.

O solo não vai segurar nenhum cátion, vai perder tudo por lixiviação.

Por isso, a recomendação para aumentar a CTC efetiva, é aplicar calcário agrícola.

Em razão do aumento do pH, a CTC efetiva aumenta também.

O que observo no dia a dia, é o produtor com um solo com CTC efetiva baixa tem a seguinte decisão.

A decisão é não fazer calagem para aumentar o pH do solo e consequentemente a CTC efetiva.

Isto é um decisão equivocada, pois o adubo aplicado nesta área de CTC efetiva baixa.

Terá como resultado perda por lixiviação do adubo aplicado no sistema. Um desperdício de dinheiro.

A fórmula da CTC efetiva é:

CTC = Ca + Mg + K + Al (elementos trocáveis)

Em suma, podemos concluir neste artigo o conceito de CTC potencial e efetiva.

Além de estar atento ao erro de processo (prático) com este dois tipos de CTCs.

Para não esquecer:



O erro comum cometido com a CTC potencial, é não adotar um manejo da área, para aumentar o teor de matéria orgânica do solo ao longo dos anos.

O erro comum cometido com a CTC efetiva, é fazer adubação, quando a CTC efetiva estiver muito baixo ou baixo na análise de solo. O adubo será lixiviado.

Devido a CTC efetiva fornecer mais sítios de troca para a retenção de nutrientes.

E você, já observou essa situação nas análises de solos?


Participe nos comentários abaixo.


É isso aí pessoal, espero que tenha ajudado. Até mais!


Referências

CRUZ, M. C. P. Fertilidade do Solo. Curso de Pós- graduação em Agronomia (Ciência do solo). 2019. Notas de Aula. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Câmpus de Jaboticabal/ UNESP.

RIBEIRO, A. C., GUIMARÃES, P. T. G., ALVAREZ, V. H. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 5ª aproximação. Viçosa, MG: Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999. 359p.

SOUSA, D. M. G., LOBATO, E. Cerrado: correção do solo e adubação. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2004. 416p.

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